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SP realiza 1º transplante de pulmão bem-sucedido no país após Covid-19

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O empresário alagoano José Hipólito Correia Costa, 61, comemora hoje (14)  três meses de um transplante de pulmão inédito no país que lhe devolveu a vida, após ter tido o órgão destruído pela Covid-19 com uma fibrose irreversível. A cirurgia foi realizada em fevereiro mas só foi divulgada agora por decisão médica.

O transplante foi feito no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e é o segundo realizado com paciente que teve Covid na instituição. O primeiro doente, porém, não sobreviveu. No mundo, foram documentados cerca de 50 procedimentos desde o início da pandemia.

“Se não tivesse ocorrido o transplante, certamente o paciente já teria morrido”, diz o cirurgião torácico Marcos Samano, coordenador de transplante pulmonar do Einstein e professor da USP.

Costa foi internado com sintomas da Covid em 18 de outubro em um hospital privado de Maceió. Três dias depois, precisou ser intubado. “A primeira semana foi terrível. Ele melhorava um pouquinho, depois piorava”, conta a filha Alice, 32.

Com a possibilidade de transplante, o empresário foi acordado da sedação e submetido a fisioterapia ainda ligado à Ecmo, enquanto a família e a equipe médica aguardavam aprovação do procedimento. “Ou ele transplantava ou ele morria. Muito tempo na Ecmo traz outros problemas. Ele estava muito ‘invadido’, com muitos tubos, muito risco de bactérias, teve hemorragia na perna”, diz a filha.

No dia 14 de fevereiro, a família recebeu a notícia de que havia um doador, um jovem de 34 anos.

A cirurgia demorou dez horas e envolveu sete profissionais. O paciente ainda ficou conectado a duas Ecmos simultâneas: a que ele já estava ligado antes e outra usada durante o transplante.

Recuperação

José Hipólito está internado há 7 meses e espera logo receber alta. Ele já respira normalmente sem a ECMO, após ficar ligado à máquina durante 88 dias antes da cirurgia.

A recuperação, no entanto, envolveu altos e baixos. Ele perdeu massa muscular, teve complicação neurológica e convulsões, com rebaixamento do nível de consciência, devido ao uso das medicações imunossupressoras.

“Foi o ponto de maior preocupação, mas, depois de alguns dias, ele se recuperou bem”, diz o médico. O empresário já planeja voltar à rotina.

Com o sucesso da cirurgia, a equipe do Albert Einstein tem esperanças de seguir com o procedimento em outros pacientes.

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