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Dólar cai com aprovação da PEC dos Precatórios; Bolsa opera em alta

Após abrir o dia em alta, por volta das 11h30, o dólar registrava queda de 0,91%, a R$ 5,445.

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Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro operam nesta quarta-feira, 10, no campo positivo com a repercussão da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios na Câmara dos Deputados na véspera.

Os investidores também observam a aceleração da inflação a 1,25% em outubro, o maior registro para o mês desde 2002 e acima das projeções. Após abrir o dia em alta, por volta das 11h30, o dólar registrava queda de 0,91%, a R$ 5,445.

O câmbio chegou a bater a máxima de R$ 5,506, enquanto a mínima não passou de R$ 5,437. A divisa norte-americana encerrou a terça-feira, 9, com queda de 0,83%, cotada a R$ 5,495. O Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, registrava alta de 0,86%, aos 106.443 pontos.

O pregão da véspera encerrou com alta de 0,72%, aos 105.535 pontos.

Em vitória para o Executivo, os deputados concluíram na noite desta terça-feira a votação em segundo turno da PEC que autoriza o adiamento de dívidas da União, muda regras do teto de gastos e dá base ao governo para elevar as mensalidades do Auxílio Brasil a R$ 400 até dezembro de 2022.

A medida segue para o Senado, onde o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já admitiu que deve encontrar mais resistência. A Câmara chancelou a PEC com 323 votos favoráveis e 172 contrários após a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, negar a suspensão da tramitação do texto.

Apesar da aversão do mercado à mudança na regra do teto de gastos, considerada a principal âncora fiscal do país, a aprovação da PEC é vista como o caminho menos traumático para a ampliação do programa social que vai substituir o Bolsa Família.

Na pauta de indicadores econômicos, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o medidor oficial da inflação doméstica, acelerou para 1,25% em outubro, ante alta de 1,16% em setembro. No acumulado de 12 meses, o indicador foi a 10,67%, o maior registro para o período desde janeiro de 2016, quando fechou em 10,71%.

A variação dos preços foi puxada pelos grupos dos combustíveis e alimentos e deve reforçar o aperto da política monetária pelo Banco Central (BC). O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC acelerou a alta dos juros ao acrescentar 1,5 ponto percentual e elevar a Selic para 7,75% ao ano na reunião de outubro.

Em ata, a autoridade monetária sinalizou novo aumento de mesma magnitude no encontro de dezembro, o último de 2021, encerrando o ano com os juros em 9,25%.

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