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Chacina em São Gonçalo: Mulher mata família com ajuda dos filhos

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O jovem Matheus Resende Khalil, de 23 anos, responsabilizou a mãe, Simone Gonçalves de Resende, pela chacina em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, que comoveu o país. Na ocasião, foram executados Soraya Gonçalves de Resende, o marido e a filha do casal.

Em depoimento à Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, Matheus confessou que foi ele quem levou os assassinos contratados pela mãe ao prédio onde as vítimas moravam, no bairro de Trindade.

Irmãos Lucas Resende (à esquerda) e Matheus Resende (à direita) são suspeitos de participar da execução de uma família em São Gonçalo, RJ – Foto: Arquivo

Segundo o delegado-assistente Marcus Amim, Matheus disse que sabia que a mãe queria “aprontar” alguma com a irmã, mas que não sabia que chegaria a ponto de mandar matá-la. Soraya foi assassinada a tiros junto com o marido, o diretor de eventos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Gonçalo, Wagner Salgado, e a filha do casal, Geovanna, de 10 anos. O crime aconteceu na madrugada da última sexta-feira, 17.

– Ele (Matheus) disse que não sabia a real intenção da mãe, procurou colaborar com a polícia e acusou a mãe de tê-lo colocado nessa – disse Marcus Amim, adiantando que a prisão temporária do rapaz também será pedida à Justiça.

O irmão gêmeo de Matheus, Lucas Khalil, também é suspeito de envolvimento. Após ter a prisão decretada pela Justiça, ele se entregou na delegacia de Saquarema, na Região dos Lagos, nesta quinta-feira, e foi encaminhado para a DH de Niterói e São Gonçalo, onde chegou no início da tarde, algemado. A mãe dos gêmeos está sendo procurada pela polícia.

O delegado revelou que em seu depoimento, Matheus contou que foi criado pela família que ajudou a matar. O rapaz disse que morou com a tia, mas não falou quando nem por quanto tempo. Os pais dele se separaram quando ele ainda era criança.

Família foi morta a tiros em casa enquanto dormia – Foto: Arquivo

O delegado Fábio Barucke, titular da DH de Niterói e São Gonçalo, disse que Matheus se colocou como vítima da “mente criminosa” da mãe. Ele disse que não tinha conhecimento da intenção dela.

– Ela teria exigido apenas que ele facilitasse a entrada das duas pessoas contratadas pela mãe no prédio e ficasse aguardando. Mas, depois, mesmo já sabendo do crime, ele ajudou na fuga da dupla. Isto é suficiente para pedir a prisão temporária dele como participante – afirmou Barucke.

Ainda de acordo com o depoimento do Matheus, segundo o delegado, um dos executores da família seria menor de idade.

Magia negra

Durante as investigações foi constatado que Simone é envolvida com magia negra, informou o delegado Barucke. Segundo ele, Matheus disse, em seu depoimento, que os quatro dentes encontrados junto aos corpos das vítimas foram colocados no local pelos assassinos contratados pela mulher.

– De acordo com o relato do Matheus, esses dentes serviriam para atrair dinheiro para a mãe – disse Barucke.

Durante o depoimento na semana passada, Simone mostrou frieza. Ela fugiu após ser liberada – Foto: Divulgação

Num primeiro momento, os policiais achavam que os dentes eram de um dos executores, já que os laudos cadavéricos indicavam que não eram das vítimas. Descartada a hipótese, os agentes descobriram, na internet, que é comum o uso de dentes em rituais de magia negra, como simbolismo de posse.

Para o delegado, os dentes deixados no local do crime dariam a Simone o sentimento de posse da herança de R$ 7 milhões que ela teria de dividir com a irmã adotiva.

– Foi uma utilização macabra – disse Barucke.

O pedido de prisão de Simone já foi encaminhado à Justiça. O delegado revelou ainda que a quebra de sigilo do telefone celular da suspeita mostra troca de mensagens dela com um homem, de Saquarema. Num dos textos, Simone pede para ele não se esquecer da oferenda para “aquela entidade que mata”, sem citar qual.

– Ela deixou isso escrito em mensagem que está anexada nos autos – contou o delegado.

A polícia fez uma diligência no terreiro onde esse homem atuaria. O local está fechado e ele não foi localizado.

Briga por herança

A motivação para o assassinato das três pessoas seria uma disputa por uma herança. A briga judicial envolvendo o inventário do pai de Soraya já se arrasta há 20 anos. O processo que tramita na 6ª Vara Cível de São Gonçalo. Wagner atuava como advogado no caso.

Em meio à disputa, em 2014, Soraya, que é adotada, chegou a pedir na Justiça que houvesse prestação de contas no inventário do pai. A solicitação ainda foi julgada. / EXTRA

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