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Edison Kersten desviou dinheiro público para pagar funcionários

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Foto: Arquivo / Divulgação

PARANAGUÁ, PR
Diário do Estado | Exclusivo

Uma denuncia grave de corrupção envolvendo diretamente o então prefeito de Paranaguá, o médico Edison de Oliveira Kersten (PMDB), está sendo apurada.

Ele é investigado pelo Ministério Público Estadual por ter nomeado funcionários particulares em cargos comissionados, a fim de pagar os salários deles com dinheiro da Prefeitura Municipal. Crimes dessa natureza são tratados como peculato e preveem a prisão do autor.

O caso tem como peça chave uma funcionária que trabalhava na recepção da clínica de Kersten, a Gastroclínica, mas que recebia o seu pagamento através de um cargo fantasma na secretaria municipal de Meio Ambiente (SEMMA).

Wanderlúcia do Amaral foi nomeada inicialmente em 2013 através do decreto 621, datado de 09 de agosto – poucos dias após a posse de Kersten e o falecimento do então prefeito Mário Roque – na função de “Coordenadora de Atendimento ao Cidadão” na Ouvidoria do Município;  Cargo completamente diferente do qual ela supostamente desempenharia menos de um ano depois no “aterro sanitário de Paranaguá”.

O fato curioso de toda a situação é que o mencionado aterro nunca existiu no município, e durante período compreendido da função cumprida pela mulher, todo o lixo doméstico da cidade era descartado no lixão do Embocuí.

Segundo dados do portal da transparência, Wanderlúcia do Amaral recebia um salário médio de R$ 1.500,00 pelo cargo nível “DAS-3” por pelo menos dois anos.

VÍDEO

A reportagem do Diário do Estado chegou a ir atrás da história ainda em 2015, quando houveram as primeiras informações do assunto.

Na época, uma lista com vários nomes davam a entender que, para evitar gastos e aumentar o seu faturamento pessoal, Kersten desviava dinheiro público para pagar boa parte de seus funcionários particulares, distribuindo para eles, cargos fantasmas.

Ainda esse ano, o Ministério Público enviou para a prefeitura uma recomendação para exonerar mais de 100 pessoas que estariam lotadas em funções inexistentes ou desnecessárias no executivo.

A reportagem levantou que muitos deles, na realidade cumpriam expediente na Academia Aquatikus ou na Clínica, ambos estabelecimentos comerciais cujo sociedade majoritária é do prefeito Edison Kersten.

Em junho do ano passado, um vídeo gravado no interior da Gastroclínica flagrou a funcionária Wanderlúcia do Amaral cumprindo expediente na recepção durante o horário comercial.

No mesmo momento da gravação, um documento do RH da Prefeitura obtido pelo jornal, registra que Wanderlúcia estava no “aterro sanitário de Paranaguá“.

Para o vídeo no entanto, a mulher diz não saber onde estava nomeada e alega trabalhar no “Posto de saúde à noite”, sem mencionar maiores detalhes. Porém, ela também não foi localizada em nenhum dos postos 24 horas da cidade na noite do mesmo dia.

A publicação do documento do RH na íntegra, será feita na próxima matéria sobre o caso dentro de alguns dias.

A reportagem ainda teve acesso a nomeação de Wanderlúcia no Centro de Diagnósticos João Paulo II, assinada no mesmo dia do vídeo. Quinze dias depois ela voltou a ser exonerada e não foi mais nomeada em nenhuma função.

O OUTRO LADO

Há cerca de duas semanas o Diário do Estado tenta contato com Wanderlúcia e com o prefeito de Paranaguá Edison Kersten para comentar o caso e esclarecer as denúncias. Nem a funcionária e nem ele se pronunciaram sobre o assunto.

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