Ex-prefeito encomendou a morte de prefeito eleito de Piên Loir Dreveck

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Polícia fecha o cerco na mansão de Gilberto Dranka em Piên – Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Paraná está próxima de elucidar um dos crimes mais pavorosos da história política do estado em tempos modernos. O ex-prefeito de Piên, há 80 quilômetros de Curitiba, contratou um matador para executar o prefeito eleito Loir Dreveck, do PMDB.

Gilberto Dranka, do PSD, estava escondido no forro de sua residência quando os policiais do Grupo de Diligências Especiais (GDE) chegaram para prendê-lo. A cena foi filmada e exibida em diversas emissoras de TV do país nesta terça-feira (31).

Gilberto Dranka seria um dos mentores da morte de Loir Dreveck – Foto: Arquivo

Segundo a Polícia, Dranka e o presidente da Câmara Municipal de Piên Leonir Maahs, do PR, teriam contratado um assassino de aluguel para executar o prefeito eleito. Ovandir Pedrini, empresário e dono de uma oficina que prestava serviços para o ex-prefeito, seria o interlocutor da negociação com o matador.

Durante coletiva de imprensa na tarde desta terça em Curitiba, a Polícia Civil disse que a motivação do crime seriam divergências entre o prefeito eleito e Gilberto Dranka, que o apoiou para a eleição no ano passado. De acordo com as informações, depois que Dreveck venceu o pleito, ele teria recusado a favorecer Dranka dentro da Prefeitura.

Em entrevista, o delegado Rodrigo Brown relatou que o prefeito eleito pretendia oferecer cargos comissionados apenas para pessoas de perfil técnico e não de perfil político, como pretendia Gilberto Dranka.

“Ele teria como motivação o fato de que essas pessoas e o grupo político teriam investido muito dinheiro na candidatura do Loir, e na época da campanha ele prometeu diversas benesses, prometeu três secretarias para o presidente da Câmara, prometeu mais alguns cargos para o prefeito Dranka, e depois que foi eleito, imediatamente passou a anunciar que as secretarias seriam compostas por pessoas com caráter técnico e que ele cortaria em mais da metade os cargos em comissão”, afirmou o delegado.

O planejamento do crime teria acontecido em dezembro do ano passado, quando houve os encontros de Dranka com Leonir Maahs. O empresário que intermediou a contratação do matador iria receber em troca, benefícios em licitações na Prefeitura de Piên.

Matador profissional

O homem contratado para fazer o assassinato foi Amilton Padilha, de 29 anos. Loir foi baleado na cabeça no dia 17 de dezembro de 2016 e morreu três dias depois, antes de tomar posse no cargo.

Loir Dreveck morreu depois de cair na emboscada – Foto: Arquivo

Dreveck viajava para o litoral de Santa Catarina com um carro da Prefeitura, junto com a família, e o carro dele foi alvejado por Amilton, que passava de moto. Antes, na mesma semana, Amilton teria assassinado outro motorista da mesma forma, supostamente confundindo o motorista com o prefeito de Piên.

Amilton iria ganhar um carro Gol e mais dez mil reais pelo assassinato. De acordo com o delegado Marcelo Magalhães, Amilton tinha várias passagens pela polícia e não seria a primeira vez que ele receberia dinheiro para matar alguém.

A polícia começou as investigações pela moto utilizada pelo assassino no crime. O veiculo foi jogado em um barranco, próximo do local do clime. A placa da moto indicou a loja onde foi vendida. O circuito de câmeras de loja mostrou que Ovandir Pedrini haveria comprado a moto para que Amilton usasse no assassinato.

Com isso, a Polícia descartou a possibilidade de assalto e se concentrou nos mandantes do crime. Gilberto Dranka, foi preso na manhã desta terça-feira. Junto com ele, foram presos o assassino e também Ovandir Pedrini.

As prisões são preventivas e tem prazo de trinta dias. Já Leonides Maack foi levado para depor coercitivamente, junto com o ex-presidente da câmara Dirceu Stoeckly.

Veja o momento em que Gilberto Dranka é preso:

(Da redação com Band News FM)

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