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O esquema de Roberto Aciolli na Assembleia Legislativa

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O ex-deputado e apresentador de televisão Roberto Aciolli, declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e inidôneo pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) por desvio de dinheiro público, durante seu mandato como vereador em Curitiba (2008-2012), agiu com sua influência para nomear no gabinete do deputado Rasca Rodrigues (PV) a sua enteada Samantha Inglat Castilho em um cargo comissionado de aproximadamente R$ 6 mil por mês.

A jovem jornalista Samantha Inglat é filha da esposa de Aciolli, a advogada Sonia Mara Inglat, e estaria desde recentemente sendo vista nos corredores da Assembleia Legislativa do Estado, onde está lotada. De acordo com dados do Portal da Transparência Estadual, o último salário bruto dela somou R$ 6.010,62.

Mas o fato seria normal, se uma denúncia não viesse a calhar: A nomeação na realidade, teria supostamente feito parte de uma manobra política para que Roberto Aciolli obtivesse dinheiro para pagar funcionários de seu programa de TV na Rede CNT. As graves informações do uso de dinheiro público para fins privados, por meio do tráfico de influência, partiu de uma fonte próxima ao apresentador.

Segundo a fonte, Samantha Inglat é apenas um nome “laranja” usado, para que Aciolli possa obter acesso aos valores mensais de forma indireta. Com vários de seus funcionários trabalhando com contrato e de forma irregular, as vezes por até 10 horas ao dia, essa foi a saída para enfrentar a crise vivenciada pelo programa 190 que vem perdendo anunciantes nos últimos meses, devido a perca de credibilidade da atração e a baixa audiência.

No portal da transparência, salário de Samantha Inglat é divulgado - Foto: Reprodução / Transparência
No portal da transparência, salário de Samantha Inglat é divulgado – Foto: Reprodução / Transparência

Crise de credibilidade

Roberto Aciolli não se elegeu deputado estadual em 2014 e teve suspenso os direitos políticos pelo Tribunal Superior Eleitoral. Ainda na semana passada, o apresentador foi condenado a devolver dinheiro público recebido de forma ilícita da Câmara de Curitiba. Segundo o TCE-PR, órgão responsável pelo processo, Aciolli e outros vereadores teriam desviado R$ 38 milhões da Câmara durante a legislatura de 2008 a 2012.

Para complicar ainda mais o quadro, está cada vez mais próximo o juri popular que deve julgar o apresentador Roberto Aciolli pelo assassinato do engraxate Paulo Cesar Heider, morto pelo ex-deputado com um tiro na nuca em 1999. De acordo com jornal Gazeta do Povo, na época, ele alegou que o disparo foi em legítima defesa e que a vítima teria roubado uma loja sua, mas não apresentou provas e portanto, foi indiciado por homicídio doloso (quando há a intenção de matar).

O outro lado

Nossa reportagem tentou entrar em contato com Roberto Aciolli para comentar a denúncia. Nem ele, nem Samantha Inglat e nem a sua esposa Sônia Inglat foram localizados.

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