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Filha encomenda “ursinho da memória” com roupas personalizadas de sua mãe que morreu por câncer

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Após sua mãe ter falecido por um câncer no cérebro, Claudia Regina Rabe, moradora de Curitiba, decidiu encomendar uma pelúcia em homenagem à essa pessoa tão querida que marcou sua vida. O ursinho de pelúcia tem o mesmo óculos de sua mãe, vestindo a mesma roupa, na cor amarela, com asinhas em suas costas representando o anjo que, agora, está no céu.

Ana Lucia de Noronha faleceu com 63 anos, deixando saudades nos corações de suas quatro filhas. Além disso, a mulher também era vó de cinco netinhos. Claudia Regina, a filha mais velha, conta que os pertences de sua mãe foram divididos entre suas irmãs após a morte da mesma, de maneira que os objetos servissem de recordação e conforto nos momentos de saudade.

Sua mãe teria descoberto um câncer após sentir fortes dores de cabeça, a mulher acreditava ser um problema de dente. Porém, após ser encaminhada ao dentista e ter tratado a enfermidade, a dor não passou. A irmã de Ana Lucia levou a mãe para o médico, e no local ela realizou uma tomografia. O especialista contou que a mulher precisava ser operada com urgência. Claudia Regina conta que “a mãe estava com uma mancha na cabeça, um glioblastoma multiforme nível 4, que já tinha tomado todo o lado esquerdo e estava indo para o lado direito. Foi muito assustador“.

Por conta da cirurgia, Ana Lucia de Noronha foi transferida a um hospital em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. No dia anterior a cirurgia, alguns familiares se reuniram em frente à instituição com um cartaz dizendo ”mãe, vai dar tudo certo”. Sua filha mais velha, Claudia Regina Rabe, conta que sua mãe não queria aparecer muito na janela: “parece que ela estava pressentindo que aquela era uma despedida, seria a última vez que íamos nos ver, nos falar“, alega.

Momento que os parentes foram apoiar Ana Lucia de Noronha no hospital/ Foto: Arquivo pessoal

No próximo dia, em 20 de julho de 2020, Ana Lucia de Noronha teve uma terceira parada cardíaca e acabou falecendo. A filha mais velha conta que guardava todos os pertences de sua mãe em uma caixinha e em um saco de organza, ela sempre retirava os pertences, observava, cheirava e devolvia as roupas nos seus respectivos locais. Foi dessa forma que Claudia Regina teve uma ideia:

“Eu pegava aquela blusinha, cheirava e devolvia lá. Em um certo momento vi uma postagem do ‘ursinho da memória’ e gostei da ideia. Na hora que eu peguei aquele ursinho, aqueceu meu coração, não é que eu vejo a mãe ali, mas eu sinto, é uma simbologia do que é o amor”.

O “ursinho da memória” é uma ideia pensada por Joelma Cristina Magalhães, proprietária de um ateliê em Curitiba. De acordo com ela, a ideia inicial não era uma maneira de recordar pessoas queridas que acabaram falecendo, mas sim, tinha como objetivo servir para que algumas mães preservassem peças de seus bebês.

De acordo com Claudia Regina, a pelúcia foi uma maneira de confortar a saudade em seu coração e, além disso, uma forma de superação e aceitação. Segundo a filha mais velha, demorou para cair a ficha de que sua mãe não voltaria mais. Dessa forma, ela conta que “Hoje eu consigo lembrar e contar a história dela sem me desesperar. Foi um simples gesto que me entregou carinho e calma, um objeto que traz sentimentos“.

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