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Secretário-chefe da Casa Civil do Paraná é investigado por fraude em licitações

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PARANÁ – Valdir Rossoni (PSDB), secretário-chefe da Casa Civil do Paraná, é investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Brasília, por peculato e fraude em licitações.

Suspeita-se que Rossoni tenha fraudado duas licitações da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), cujos contratos somam mais de R$ 7 milhões, à época em que era presidente da Casa. O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

O secretário-chefe nega as acusações. Segundo ele, “é uma obrigação do ministro, quando ele recebe uma denúncia, investigar. É bom que ele investigue, porque aí eu posso esclarecer os fatos”.

INVESTIGAÇÃO

A investigação encontrou indícios de fraudes em duas licitações: em uma delas, a Alep gastou quase R$ 600 mil com a manutenção da fachada de vidro de um dos anexos do prédio; na outra, de 2013, a assembleia gastou R$ 6,5 mi na reforma e manutenção do local.

As investigações do Ministério Público do Paraná (MP-PR) começaram quando surgiu uma denúncia formal sobre a situação da fachada. Como um dos citados era Rossini, que já tinha foro privilegiado, o caso foi encaminhado à Procuradoria.

Segundo a PGR, uma das auditorias não foi conclusiva quanto à existência de superfaturamento, mas outra constatou uma série de irregularidades formais, entre elas a ausência de justificativa de necessidade de contratação e a ausência de pesquisa de preço.

Raquel Dodge, procuradora-geral da República, afirmou que é preciso apurar a suposta prática de fraude em dois pregões e se houve desvio de verbas públicas na execução dos respectivos contratos por Valdir Rossoni e demais envolvidos.

O ministro Dias Toffoli, do STF, determinou que a Polícia Federal (PF) investigue o padrão de vida dos sócios das empresas e verifique se elas tinham condições de realizar as obras.

Além disso, Toffoli determinou que a PF apure se houve direcionamento nos pregões, superfaturamento na quantidade de material e na mão de obra e até mesmo se o serviço foi realmente realizado.

O ministro também estabeleceu que a polícia interrogue os sócios das empresas e também Rossoni.

(Via G1)

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