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Violência no trânsito em Londrina tem queda durante a pandemia

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Londrina fechou o primeiro semestre de 2020 com saldo de 28 mortes no trânsito, número 28,2% inferior às 39 registradas no mesmo período do ano passado. Os óbitos de motociclistas apresentaram variação de 36,4%, caindo de 22 para 14, enquanto os de pedestres tiveram pequeno acréscimo, de 9 para 10.

A cidade ainda registrou queda no quadro geral de acidentes e de vítimas não fatais. Foram 1.461 ocorrências entre janeiro e junho, contra 1.813 em 2019, com 1.709 pessoas envolvidas – quantidade 22,2% menor que a apontada na primeira metade do ano anterior.

Divulgados pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU),, os números da violência viária revelam recuo de quase todos os tipos de acidentes. As colisões caíram de 1.088 para 834; as quedas de moto diminuíram de 450 para 398; os atropelamentos foram de 140 para 108; os registros de choque contra anteparos encolheram de 95 para 87 e os capotamentos baixaram de 32 para 24.

O motivo para a melhora nos índices, segundo o diretor de trânsito da CMTU, major Sergio Dalbem, ainda é a pandemia do novo coronavírus. Desde março a cidade vem experimentando medidas restritivas para tentar frear o avanço da doença, o que fez com que a circulação de veículos nas ruas chegasse a cair cerca de 46% no auge no auge da quarentena. “Com um fluxo menor, consequentemente há menos chances de incidentes”, comentou.

Multas

Em comparação com o ano passado, o registro de infrações gravíssimas saltou de 15.316 para 17.309. As autuações de natureza grave cresceram de 19.768 para 24.440; as médias variaram de 31.095 para 31.845 e as leves recuaram de 7.908 para 3.520.

Exceder o limite de velocidade permanece como a falta mais cometida pelo motorista londrinense: foram 25.441 flagrantes ante 24.825 computados em 2019. Em seguida vem a falta do uso do cinto de segurança, cujos números subiram de 4.393 para 9.408, e o avanço do sinal vermelho – categoria em que os autos de infração cresceram de 6.770 para 7.134.

Entre as vias mais perigosas da cidade, a BR-369 segue no primeiro lugar do ranking, com 5 mortes, seguida do trecho urbano da PR-445, com 3. Sob jurisdição do Município, as avenidas Saul Elkind e Dez de Dezembro dividem o topo, com 3 e 2 óbitos cada uma, respectivamente.

 

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