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Em dois anos, Paraná teve 86 assassinatos por homofobia

Em Londrina, entre os anos de 2017 e 2021 foram seis mortes.

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Em dois anos, o Paraná registrou ao menos 400 crimes relacionados à homotransfobia (LGBTfobia). Segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SESP), em 2019 o Paraná teve 58 homicídios por crime de ódio, enquanto que em 2020 esse número caiu para 28 assassinatos de pessoas LGBT.

Ainda conforme a Secretaria de Segurança, em 2021 entre os meses de janeiro e maio foram 97 ocorrências registradas de homotransfobia. No ano inteiro de 2020 foram 195 casos de preconceito e discriminação em razão da orientação sexual, número um pouco menor que os 205 registros de 2019.

Os dados abrangem todas as regiões do Paraná, mas apesar disso, eles podem estar camuflados por outros casos que passam batido. A presidente da comissão da diversidade da Ordem dos Advogados do Brasil sessão Paraná (OAB-PR), Amanda Puchita, lembra que em muitas vezes um caso não é interpretado como homotransfobia na hora do registro.

Estudos de entidades da sociedade civil indicam que houve crescimento da violência contra pessoas LGBT durante a pandemia. E que em maior parte, esses casos são tratados como violência doméstica ou agressões físicas.

No ano de 2019 o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a considerar homotransfobia como crime de racismo social. Especialistas em direito no entanto dizem que ainda falta uma legislação específica sobre casos envolvendo a comunidade LGBTQIA+.

EM LONDRINA

Na segunda maior cidade do Paraná, entre 2017 e 2021 foram pelo menos seis assassinatos investigados como homotransfobia.

Os casos mais emblemáticos são do jovem Hannan Silva e do cozinheiro Fábio Ábila em 2019 e do cabeleireiro Sandro Tagliari, em 2017, cujo o corpo foi encontrado nu na zona norte da cidade após ele desaparecer.

Caso Sandro Tagliari: Corpo foi encontrado na Warta – Foto: Arquivo

Em maio de 2021 por sua vez houve o homicídio de uma mulher trans na Avenida Leste-Oeste. Neste caso, porém, a polícia concluiu que se tratava de crime de vingança e descartou hipótese de transfobia.

Transexual foi assassinada na Leste-Oeste – Foto: Arquivo pessoal

Londrina também registrou o homicídio de uma transexual em 2018, na zona oeste, e mais recentemente em setembro de 2020, quando uma vítima LGBT foi baleada e atropelada em um motel da cidade.

Atualmente a Câmara Municipal de Londrina discute a implantação de um conselho municipal dos direitos LGBT. A proposta é rechaçada por vereadores da base religiosa e conservadores extremistas, que alegam ser uma medida desnecessária para a cidade.

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