Crime ambiental: estão despejando esgoto no Ribeirão Lindóia

Esgoto é despejado direto nas águas do ribeirão, que outrora serviu de lar para os peixes.

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Quem mora na região do João Paz e do Conjunto Semíramis, na zona norte de Londrina, convive com o mau cheiro constante de um local que deveria ser sinônimo de valorização imobiliária e qualidade de vida.

O Ribeirão Lindóia, que corta toda a região está poluído, e não é pouco.

O problema ambiental é denunciado pelos próprios moradores, que colocaram uma faixa na ponte que passa sobre o ribeirão na Avenida Angelina Ricci Vezozzo. O objetivo é chamar a atenção das autoridades e de quem passa no local, sobre um possível crime ambiental.

O cheiro forte de esgoto e a água escura revelam a situação dramática do ribeirão, cujo as águas formam os lagos Cabrinha e Norte.

Ribeirão Lindóia, na zona norte: poluição e mau cheiro – Foto: Derick Fernandes / 24H

Manilha despeja esgoto direto no ribeirão – Foto: Derick Fernandes / 24H

Lixo e esgoto são despejados diretamente na água, por meio de manilhas que desembocam no curso do ribeirão, ou lançados diretamente por irresponsáveis.

A legislação enquadra o despejo irregular de esgoto em leitos de rios ou ribeirões como crime ambiental, conforme consta na lei Lei 9.605/98, passível de sanções e multas.

Foto: Derick Fernandes / 24H

A reportagem esteve no local e confirmou o problema, e ainda o descarte de entulhos no ribeirão, como pneus e móveis velhos por exemplo. O Instituto Água e Terra do Paraná foi contatado sobre o problema, mas não se posicionou.

A despoluição do ribeirão é um sonho distante. O marceneiro Maurício Oliveira, que mora na região, reclama que o ponto é esquecido pelo poder público, e que não há investimento adequado em saneamento básico.

“Há muitos anos o esgoto cai aí no ribeirão e também não é feito nada para mudar essa realidade. O povo também não ajuda e joga lixo no rio. É um local que era pra ser bonito, pra ter pista de caminhada, parquinho para as crianças”, desabafa.

Foto: Derick Fernandes / 24H

Embora esse cenário de poluição seja preocupante, há ainda aqueles que se arriscam em pescar no ribeirão. Durante a visita da reportagem, um pescador solitário tentava pegar algum peixe que ainda se atrevesse a viver naquela água. Por 40 minutos que estivemos por lá, no entanto, ele não conseguiu fisgar nenhum.

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