Dengue: Falta do fumacê em Londrina é culpa do Governo Federal

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Com a epidemia de dengue em seu ponto mais crítico no Paraná, a falta do fumacê nas maiores cidades do estado se torna alvo de questionamentos. A medida de combate ao mosquito transmissor, só é possível depois que o Governo Federal envia para as prefeituras e estados o veneno usado na aplicação.

Neste ano, o Ministério da Saúde, responsável pelas liberações, atrasou a entrega do produto e por isso, nenhuma cidade conta com o fumacê, inclusive Londrina.

O 24Horas foi atrás de informações e conseguiu apurar que Londrina tem 25 caminhonetes paradas pela falta do veneno. A prefeitura mesmo não pode comprá-lo, uma vez que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não autoriza a compra direta pelos municípios, que ficam sujeitos aos trâmites do governo.

Acontece que, conforme o Ministério da Saúde, a dengue registrada no país é de um novo subtipo, e o veneno que estava sendo usado, não é mais eficaz contra o Aedes Aegypti.

Para dirimir a falta do fumacê, as cidades tem adotado outras ações, como mutirões para recolhimento de entulhos e promovido atividades educativas em escolas, comunidades e centros de convivência. A melhor forma de se combater a epidemia é a prevenção e o cuidado que devemos ter em casa com o acúmulo de água parada.

PREVISÃO PARA A CHEGADA DO FUMACÊ

Como se trata de um procedimento do Governo Federal, existem algumas expectativas para a chegada do veneno usado no fumacê. O Ministério da Saúde prometeu o envio do produto ainda para este mês, mas até o momento, as cidades não o receberam.

“Nós basicamente dependemos do governo para a aplicação. Os veículos estão prontos para saírem às ruas, mas sem o veneno não é possível. Ficamos de mãos atadas por conta da demora do envio do produto, e a prefeitura não pode comprá-lo porque não tem autorização da Anvisa para isso”, disse o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, ao 24Horas.

Os atrasos e o aumento no número de casos faz com que prefeitos promovam peregrinação ao Governo do Estado para pedir a intervenção do governador. Entretanto, os pedidos que partem de maioria das prefeituras paranaenses, ainda não obteve nenhum resultado.

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