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OAB vai apurar conduta de advogado que simulou esganadura em júri de Luis Felipe Manvailer

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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR) vai investigar a atuação do advogado Cláudio Dalledone Júnior, que defendeu Luis Felipe Manvailer no caso Tatiane Spitzner. Manvailer foi condenado a 31 anos de prisão por matar a esposa.

Tatiane Spitzner foi encontrada morta após queda da sacada do apartamento onde morava com o companheiro, em Guarapuava, no centro-sul do estado. O laudo do IML atestou que ela foi morta por asfixia mecânica.

No júri, que durou sete dias, o advogado Cláudio Dalledone simulou a esganadura, na tentativa de convencer os jurados que Manvailer não agiu como apontou a acusação. Dalledone disse que a simulação foi combinada com a advogada que faz parte do escritório de advocacia dele. Ao G1 Paraná, o advogado declarou que “mulher tem que estar onde ela quiser”.

A advogada em questão é Maria Eduarda Lacerda. Lamentou a repercussão do vídeo em todo o país, e a viralização indevida, que segundo ela a prejudica e também a todos os advogados – já que essa seria, conforme a advogada, uma situação corriqueira em tribunais do júri.


Por meio de uma nota, a OAB-PR informou que o processo e as estruturas do Sistema de Justiça “incluindo a atuação da advocacia, não devem ser usados em nenhum pretexto, para propagar a violência que deveriam enfrentar e combater, sendo inaceitável o uso do corpo feminino para a reprodução de atos de violência”.

A instituição ainda recomendou a reflexão sobre limites da atuação dos advogados em plenário, para que não aconteçam exageros que possam vir a comprometer a dignidade profissional e a essencialidade do Tribunal do Júri.

Devido a cena protagonizada por Dalledone, o setor ético e disciplinar da OAB-PR irá analisar a conduta e decidir se deve adotar providências.

O advogado, por sua vez, disse que – embora respeite – não concorda com a posição da OAB. “Respeito principalmente no tocante à mulher. Eu estava com uma profissional e mulher está onde ela quiser”, concluiu.

Sobre o episódio mostrado no vídeo em que a advogada se desequilibra e cai, tanto Dalledone e a advogada justificam que se tratou apenas de uma situação acidental, e que a atuação de Dalledone não deixou marcas ou ferimentos na colega.

“Era uma situação corriqueira e normal no Tribunal do Júri. Tratava-se de uma situação previamente acordada com o Cláudio Dalledone, uma forma de apresentar a prova ao conselho de sentença”, comentou ela.
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