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Regional de Saúde nega ambulância UTI para transportar jovem e ela morre no Paraná

Caso aconteceu em Laranjeiras do Sul. Serviço de obrigação do estado deixou de ser prestado.

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Uma jovem de 26 anos que estava com quadro de meningite, morreu na noite desta quinta-feira (04) em Laranjeiras do Sul, no Paraná, após a 5ª Regional de Saúde do estado negar a cessão de uma ambulância com UTI para transportá-la até um hospital em Guarapuava.

Ellen da Rocha Posselt tinha 26 anos e apresentou piora em seu quadro clínico. Ela precisava de cuidados médicos especializados, e para isso, precisava ser transferida ao Instituto Virmond. Para ser levada de uma cidade para outra, o estado de saúde de Ellen exigia que ela fosse transportada em uma UTI móvel, serviço cujo a disponibilização é responsabilidade do estado.

No entanto, o pedido de uma ambulância equipada foi negado pela Regional de Saúde, que alegou não ter o veículo disponível na ocasião. Por causa dessa negativa, a jovem morreu horas depois sem o atendimento. O caso chocou o município de Laranjeiras do Sul, já que a jovem era conhecida na comunidade e estudava para se tornar professora.

Um ofício assinado por Eliane de Cássia Harmuch, diretora da 5ª Regional de Saúde, explicou a indisponibilidade da ambulância para socorrer Ellen. O documento elenca uma série de situações, e afirma que o Estado paga R$ 72 mil mensais por três UTI’s móveis na região. No entanto, não havia nenhuma disponível quando foi necessário.

O ofício também relata que até então, o transporte avançado interhospitalar era de responsabilidade de uma empresa, mas houve a rescisão de contrato e a prestação de serviço foi interrompida. 

VEJA O OFÍCIO

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DISCUSSÃO DESDE 2020

As cidades da Cantuquiriguaçu desde 2020 discute com o Governo do Paraná os problemas com a falta de ambulâncias que atendam a região. Em 2020, a Regional de Saúde informou que os municípios da sua abrangência não teriam mais ambulâncias com UTI disponíveis a partir de 1º de fevereiro, permanecendo apenas o serviço aeromédico (helicóptero) – que por sua vez, não faz deslocamentos à noite ou em dias com tempo instável.

A reportagem aguarda retorno da Secretaria Estadual de Saúde para comentar o caso em Laranjeiras do Sul. 

 

*Colaborou César Minotto

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