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Assassinato de transexual em Londrina foi motivado por vingança, diz polícia

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A Polícia Civil concluiu o inquérito que apura a motivação do assassinato da transexual Natasha Galvão, de 26 anos, morta a tiros na noite de 30 de junho no cruzamento da avenida Leste-Oeste com a rua Cabo Verde, no Centro de Londrina. Segundo o delegado-chefe da Delegacia de Homicídios João Batista dos Reis, o crime foi motivado por vingança.

Com a conclusão, a Polícia Civil descarta crime de ódio, homofobia, transfobia ou feminicídio. O homem que atirou em Natasha fez isso porque um dia antes do crime havia sido agredido por ela e por outras transexuais.

O local onde Natasha foi morta é um ponto conhecido de prostituição. Ainda de acordo com o delegado, em 2020, a transexual havia sido detida em Maringá por roubo.

AGRESSÕES

Por volta das 22h40 de 29 de junho, um dia antes do crime, o autor dos disparos que atingiram Natasha estava passando na rua Cabo Verde e viu um grupo de transexuais pressionando uma pessoa contra um muro. Ele parou o caro no meio da via e passa a observar as agressões.

O delegado pontua que Natasha percebeu o homem, e foi até o carro dele. Sem a porta estar trancada, ela então embarca no automóvel e ambos começam a discutir. Em determinado momento, o homem teria tentado expulsar a transexual do seu carro, mas ela se recusou a sair.

Ele então desce do veículo, e é cercado por outras travestis, que passam a agredi-lo com socos e chutes.

CRIME

A polícia analisou informação de testemunhas e imagens de câmeras de segurança na região. Uma dessas câmeras, inclusive, registrou o assassinato de Natasha. No dia seguinte às agressões, o homem – que tinha várias passagens pela polícia – retorna ao local, desta vez armado.

Ele chama uma das transexuais. Natasha vai até o carro dele, e é baleada à queima roupa. Em seguida o assassino foge. A transexual ainda tenta correr e pede ajuda, mas cai e morre na calçada.

Momentos depois do crime, uma viatura localizou o homem na BR-369, entre Londrina e Ibiporã. Após persegui-lo por alguns quilômetros, o homem morre ao trocar tiros com policiais na altura do Ceasa.

Ainda de acordo com o delegado, Natasha era loira até o dia anterior ao crime e havia pintado o cabelo no mesmo dia em que foi baleada. A autoridade policial irá remeter o caso ao Ministério Público, para que seja arquivado.

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