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Cancelado por Ratinho Junior, hospital da Zona Oeste de Londrina teria 150 leitos

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A obra do Hospital da Zona Oeste de Londrina, anunciada em 2017 ao custo de R$ 25 milhões pelo ex-governador Beto Richa, contemplaria 150 novos leitos clínicos (50 de UTI) que atenderiam pacientes principalmente das cidades de Cambé, Rolândia e Arapongas, na região metropolitana de Londrina.

Com exceção de Arapongas, as duas outras cidades não contem com leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e dependem de hospitais em Londrina para o encaminhamento de pacientes.

Diante da pandemia de coronavírus, o novo hospital, que ficaria localizado ao lado da Pontifícia Universidade Católica (PUC), na saída para a BR-369, que liga justamente essas cidades, poderia ser referência no tratamento do vírus para os moradores da região.

Entretanto a obra foi cancelada em janeiro de 2020 pelo governador Ratinho Junior (PSD) que alegou custos altos para tirar o projeto do papel. Além da população da Zona Oeste de Londrina, estimada pelo IBGE em 90 mil habitantes, o hospital também atenderia outros 350 mil habitantes das três cidades.

Em Arapongas, por exemplo, o Hospital do Norte do Paraná (Honpar) que atende pacientes encaminhados de Rolândia e Apucarana, não conta com mais leitos para tratar contaminados pelo coronavírus. Sendo assim, há a necessidade do encaminhamento dos pacientes para Londrina. Se estivesse em operação, o Zona Oeste reduziria consideravelmente a pressão sobre o Honpar.

FALTA DE DINHEIRO?

O dinheiro para a construção do hospital chegou a ser reservado pela Secretaria Estadual de Saúde (SESA), mas acabou sendo congelado em janeiro do ano passado pelo governador no chamado “contingenciamento”. Na prática, isso significa que o governo não enxergou algo essencial na obra de mais um hospital na região de Londrina.

Por outro lado, de janeiro a maio de 2020 o governo gastou R$ 132 mil por dia em publicidade, o equivalente ao preço de um automóvel de luxo. No período, foram mais de R$ 20 milhões com despesas desse tipo, pagos pelo governo a emissoras de rádio, TV e jornais. As informações constam no Portal da Transparência. (VEJA AQUI OS GASTOS)

O Secretário de Saúde Beto Preto não descartou que a discussão em torno da construção do hospital seja fomentada ainda nessa gestão. Mas não acredita no entanto que o projeto saia do papel tão cedo. “Precisamos de equipe, médicos, enfermeiros, toda equipe engajada, isso custa dinheiro. Então, simplesmente construir o hospital, mesmo que a PUC vá fazer sua administração, vai acabar consumindo dinheiro“, disse em janeiro de 2020 durante uma entrevista à Rádio Paiquerê, de Londrina.

A meta do governo era reorganizar os hospitais já existentes. Por hora, a única ação efetiva do governo durante a pandemia em Londrina é a ampliação dos leitos no Hospital Universitário da UEL, e a criação de uma unidade de resguardo, com leitos destinados exclusivamente a pacientes com coronavírus.

Tanto o hospital de resguardo, quanto os leitos de terapia intensiva já estão operado no limite da capacidade e até acima dela. São 109% de lotação das UTIs e 132% nas enfermarias.

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