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“Ministro fura-teto”: Guedes confirma erros na equipe econômica

Objetivo era fazer controle de trajetória explosiva de gasto público

Lyvia Fernandes

Publicado

em

caica economia 0304201602 | 24Horas
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministro da economia Paulo Guedes afirmou nesta sexta (9) que “certamente” houve erros da equipe econômica em relação ao orçamento de 2021.

Guedes disse, sem citar nomes, que ações de “ministro fura teto” em torno do orçamento colocam em risco o grupo inteiro, envolvendo Governo e Congresso, em decorrência de problema no fechamento das contas, com estimativa para baixo das despesas obrigatórias. “Têm ministro fura-teto aqui; é natural”, disse. 

Além disso, ele admitiu os erros do governo: “Que deve ter tido erro na equipe econômica? Sim, certamente tem erro ali. Certamente tem erro quando um ministro pula a cerca e vai combinar um negócio que não está combinado com a Segov (Secretaria de Governo), que é quem está conduzindo o acordo político. Deve ter tido erro para todo lado”, disse ele, durante participação em evento promovido pelo Bradesco. 

“Isso bota em risco o grupo inteiro”, lamentou. “É do jogo, é legítimo e está sendo abordado de forma construtiva.

Novamente, ele disse que esta é a primeira vez na qual o governo elabora em conjunto com o Congresso o Orçamento e que a atual discussão gira em torno de como comportar os acordos políticos na proposta. O Orçamento foi aprovado na semana retrasada com uma estimativa de R$ 26,5 bilhões para baixo das despesas obrigatórias do governo e uma elevação dos recursos direcionados a emendas parlamentares.

Paulo Guedes disse que a aprovação da reforma administrativa permitirá uma economia adicional de R$ 300 bilhões em dez anos e afirmou que a maioria dos funcionários públicos está sem reajuste salarial desde o início de 2019 e destacou a aprovação da reforma da Previdência como uma das medidas para atacar o descontrole das despesas.

O ministro da economia  afirmou ainda que o governo pretende retomar as privatizações para reduzir a relação entre dívida e PIB. “Vamos tentar acelerar as privatizações agora”, disse.

 

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