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Comissão investiga vacinação de mortos contra a Covid-19 em Paranaguá

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A Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Paraná que investiga fraudes na vacinação no estado esteve hoje em Paranaguá para dar andamento às diligências que apontaram irregularidades na fila da vacinação no município. O presidente da CEI, deputado Delegado Francischini, e o deputado Nelson Justus, reuniram-se com o prefeito Marcelo Roque para entregar documentos enviados pela Controladoria Geral da União mostrando a imunização de mortos e outros seis casos de irregularidades na cidade.

Na diligência, a Prefeitura conseguiu comprovar que os dados colhidos pelos órgãos de fiscalização foram incluídos no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações erroneamente.

Nós conferimos todos esses CPFs com o prefeito Marcelo Roque e ficou comprovado que o que ocorreu foi um erro de digitação da funcionária que registra a vacina”, explicou Francischini.

O presidente da CEI explicou que ao ser comunicada das irregularidades, a Prefeitura fez apurações internas, manteve contato com as pessoas que tomaram a vacina, foi até as residências, conferiu as informações da Carteira Nacional de Vacinação e descobriu erros na alimentação de dados no sistema.

As pessoas vacinadas não são as mesmas dos CPFs. Um erro grave que infelizmente quase colocou Paranaguá na lista das cidades que estão fraudando a vacinação com mortos”, apontou Francischini.

“O trabalho da nossa comissão é esse, é ser justo e ser correto. Por isso nós possibilitamos ao prefeito que buscasse primeiro a documentação para mostrar que a vacinação aqui vem correndo, e vem correndo bem”.

O presidente da CEI explicou que os documentos que comprovam o erro serão anexados ao processo e encaminhados para a Controladoria Geral da União, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado. Os outros seis casos de irregularidades continuam em investigação pela CEI, aguardando informações da administração municipal.

Comissão da Vacina esteve em Paranaguá – Foto: Divulgação

“Nosso objetivo é dar transparência e credibilidade à vacinação. Há um critério usado no Plano Nacional de Imunização que deve ser seguido para proteger vidas. Temos mais de 90 casos de vacinação de mortos no Paraná e mais de mil outras denúncias sendo apuradas. Qualquer indício de fraude será investigado e, se comprovada, os responsáveis serão punidos administrativamente e criminalmente”, afirmou Francischini.

Além do trabalho de investigação que será entregue ao Ministério Público e às autoridades policiais ao final das apurações, o objetivo da Comissão é apresentar uma proposta legislava que assegure mais fiscalização e rigor na vacinação, que provavelmente se repetirá nos próximos anos.

Ontem, os deputados Francischini e Nelson Justus estiveram na Lapa, onde denúncias apontam para nove casos de fura-fila e de uma pessoa que se vacinou com CPF de pessoa que já morreu. A Comissão também foi a São José dos Pinhais investigar denúncias de fura-fila envolvendo uma empresa franqueadora de farmácias, onde dois funcionários da área administrativa foram imunizados, além de um dentista aposentado, de 55 anos, imunizado irregularmente com a primeira dose da vacina.

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