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TCE investiga nomeação de Cláudio Tedeschi na Sercomtel Iluminação

Pela lei das estatais, nomeação de Tedeschi na companhia não poderia acontecer.

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DSC 9229 | 24Horas
Foto: Divulgação / Arquivo

O Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) abriu procedimento administrativo para investigar a nomeação do empresário Cláudio Tedeschi na presidência da Sercomtel Iluminação.

Nesta segunda-feira (03) o órgão solicitou documentos à prefeitura de Londrina para apurar eventuais irregularidades na indicação de Tedeschi com base na lei 13303/16 (lei das estatais).

Na semana passada, o 24Horas revelou que a nomeação dele esbarra no artigo 17 da lei, que impede a ocupação de cargos em empresas estatais por pessoas que tenham com elas algum conflito de interesses.

É o caso de Cláudio, que foi sócio da Londrina Tecnologia da Informação (Lint) e que por sua vez é alvo de um processo impetrado pela antiga Ask! (atual Companhia de Tecnologia e Desenvolvimento – CTD). O processo, com causa ganha pela CTD, cobra dívidas de aluguel da Lint, além de prejuízos causados pela empresa em um imóvel sublocado em 2007 pela antiga Ask! na rua Rangel Pestana.

Segundo consta nos autos, os valores atualizados da causa se aproximam de R$ 10 milhões e culminaram em um enorme prejuízo para a CTD, que atualmente é controlada pela Sercomtel Iluminação, da qual Cláudio é presidente. Dessa forma existe o conflito de interesse, já que Tedeschi é parte interessada nessa ação de forma direta e indiretamente.

O TCE pediu informações como atas de reuniões, e a declaração assinada pelo próprio Cláudio de que não haveria nenhum impedimento para ele assumir as funções na Iluminação. A mesma declaração também foi feita na oportunidade em que Tedeschi assumiu a presidência da Sercomtel Telecom, que foi privatizada em 2020.

Na Sercomtel Telecom, a nomeação dele também era irregular e esbarrava na lei das estatais, já que a companhia detinha mando sobre as ações da Sercomtel Iluminação e da CTD, que na época se chamava “Sercomtel Contact Center”.

Em nota, o Tribunal de Contas do Paraná informou que as informações solicitadas à prefeitura devem ser repassadas sob pena de multa, e que, se comprovada a irregularidade, pode haver a instauração de um processo formal contra os agentes envolvidos.

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